domingo, 19 de outubro de 2014

"ser mestre" ou "fazer mestrado"?

Dica rápida para quem é companheiro de jornada: em vez de querer fazer mestrado, pense em se tornar um mestre. Formalmente, quem conclui um mestrado é um mestre. Mas há mestres sem mestrado, e mestrados por formação que não são mestres. E isso não sou eu quem diz: é o Prof. Jacques Sauvé.

Neste ponto acho válido expandir a visão de "mestre acadêmico" e convocar outras imagens de mestres. Pensemos em Jesus, Buda, Yoda, Sr.Miagi. O mestre é alguém com conhecimento elevado, mas com humildade para ensinar, compartilhar, trocar. Fixar essa imagem na mente pode te ajudar a evitar surtos de arrogância, prepotência e auto-suficiência (tão comuns por aí, e um dos entraves à boa ciência).

Para mim, fazer mestrado significa ser aprovado numa seleção, cursar disciplinas e produzir uma dissertação sobre um determinado tema. E ponto. Todos os que conseguirem isto terão um diploma de um curso de mestrado.

Só que quando pensamos em mestres, pensamos em transformação, inovação, inspiração...esperamos mais.

Qual pensamento nos levará além? Qual imagem mental será mais poderosa?

E é por isso que o nome deste blog é "quero ser mestra".

Claro que aqui estou falando apenas de uma habilidade "soft". Um mestre no sentido acadêmico deve saber resolver problemas não-triviais sozinho, aplicar metodologias adequadas corretamente e uma série de outras coisas. Mas acho que a atitude e o comportamento jamais deveriam ser negligenciados.

E sim: sou idealista (porém prática), apaixonada (porém racional) e otimista (porém lógica).

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