segunda-feira, 31 de março de 2014

ANPAD - Lições aprendidas (parte III)


Hoje vou falar da montagem de cronograma, qual o objetivo de questões certas, e da experiência de fazer a prova. Ao trabalho! =)

  • Como montar o cronograma de estudos?
Existem diversos sites que falam sobre o assunto. Aqui, mais uma vez, dá para usar as lições aprendidas dos concurseiros. Conhece o o Concurseiro Solitário? Livros do Profº William Douglas? Recomendo fortemente. 
Você pode adotar a estratégia de revezar as matérias ao longo da semana, ou escolher uma e estudá-la por um período maior. Ou ainda, misturar as duas técnicas. Qual a melhor maneira? Depende. Você tem problemas para ficar mudando de um assunto para o outro? Ou fica entendiado se demorar muito num tópico? 
Eu preferi começar estudando só Raciocínio Lógico, porque era a matéria onde eu tinha maior dificuldade. Depois de passar aproximadamente 3 semanas me dedicando só a ela, as questões começaram a fazer sentido e eu passei a errar menos. Então incluí Raciocínio Quantitativo na rotina, e fui alternando as duas por aproximadamente 2 meses. Só em meados de janeiro comecei a estudar Raciocínio Analítico, Inglês e, finalmente, Português. 
Independente da estratégia que você usar, cuidado com a tentação de estudar mais o que você já domina. Não evite os assuntos espinhosos: são eles que vão fazer a diferença no seu resultado. 
Eu tentava estudar em torno de 3h/dia durante a semana, e 6h/dia no final de semana. Nem sempre conseguia cumprir, mas tentava compensar as faltas. Ao todo, de preparação intensiva, foram 4 meses: novembro/13 a fevereiro/14. Antes disto eu já estava coletando material, olhando as provas... E sim, estudei até a véspera do teste. Para mim, sempre funciona. Tem gente que fica mais nervoso se estudar em cima da hora, eu fico mais tranquila. Depende de como você funciona. 
A sequência era: ler a teoria, resolver exercícios do próprio livro, resolver as listas do prof. Milton (para Raciocínio Lógico/Quantitativo) e depois encarar as provas anteriores. 
Dica: em Raciocínio Quantitativo, reserve tempo para Conjuntos, Matrizes e Determinantes, Probabilidade e Análise Combinatória, Regra de Três Composta, Trigonometria e Geometria Plana. Um pouco de Geometria Analítica também (coeficiente angular, alinhamento de 3 pontos...). São os tópicos que vi serem cobrados com mais frequência nas provas. 
  • O que é um bom desempenho?
A maioria das provas anteriores possui 20 questões em cada disciplina (na versão atual do teste são 17 por disciplina, num total de 85). A quantidade desejada de acertos varia: acertar 10 questões (em 20) de Português é pouco, mas em Raciocínio Lógico é um bom resultado. 
Quando estiver resolvendo uma prova de 20 questões, pense em acertar ao menos a metade. Um pouco mais que isso (13 ou mais), se for Português, Inglês ou Raciocínio Analítico. Um pouco menos que isto para Raciocínio Lógico e Quantitativo (entre 8 e 12). Este é um resultado aceitável. Eu chutaria que isso corresponde a uma nota de 300 e alguns pontos. Se você precisa de uma nota maior, eleve o objetivo. 
Lembrando: isto é para uma prova antiga, no treino. Reduza os valores quando estiver avaliando seu resultado real, que será numa prova de 17 questões para cada matéria.
  • E a prova? Como é? O tempo realmente dá?
Houve uma mudança significativa na forma de aplicação do teste. Quem fez edições antigas me conta que todos entravam na sala, o fiscal entregava a prova de uma disciplina e marcava o tempo, que variava entre 40min (Raciocínio Analítico) e 1h30 (para Raciocínio Quantitativo e Lógico). Quando você terminava a prova, entregava a folha de respostas e saía da sala. Quando o tempo total daquela prova se esgotava, todos voltavam e recebiam a próxima prova. 
Ou seja: o tempo que sobrasse em uma prova não poderia ser acrescentado em outra. Você podia resolver o teste de Raciocínio Analítico em 15 minutos. Então iria ficar 25 minutos esperando. E continuaria tendo 1h30 para Quantitativo e Lógico. Total desperdício.
Agora o teste ANPAD é como um concurso qualquer: você recebe o caderno completo (todas as disciplinas) e a folha de respostas, marca-se o tempo (4h30) e boa sorte. 
Para controlar seu tempo leve um relógio analógico no braço (aquele básico, só números e ponteiros) - não confie no fiscal. No meu caso, a que estava na minha sala disse que ia cumprir rigorosamente o edital e só nos avisaria quando faltasse 1h para o término do tempo. E eu não tinha levado relógio. 
Lá estava eu, na metade da prova de Analítico (já havia respondido Lógico, Quantitativo e Português), quando a fiscal alerta: falta 1h. Eu tinha que terminar a prova de Analítico, responder a de Inglês e marcar TODO o gabarito. Quase surtei. Normalmente fico com tempo folgado, e naquela hora tinha que correr.
Resolvi a prova de Inglês às avessas: lia o título do texto e ia direto para as questões. Quando ele perguntava "A expressão x se refere a..." eu ia direto na "expressão x" e tentava inferir o resultado. Sempre tem 3 questões de vocabulário para cada texto e, por sorte, eu sabia o significado das palavras - não precisei gastar tempo (que eu não tinha) deduzindo pelo contexto.  
Então, o tempo dá? Dá. Mas não admite desperdícios. Eu demorei muito resolvendo e conferindo a prova de Raciocínio Quantitativo, refazendo os cálculos, tentando deduzir como se calculava o desvio-padrão (não tinha estudado nada de estatística!), ou seja: todo aquele cuidado que é adequado quando há tempo de sobra. Acabei arriscando todo o resultado do teste por causa deste cuidado (poucos acertos em Inglês/Português/Analítico puxam sua nota para baixo). Poderia ter otimizado a resolução da prova e evitado uma dor de cabeça. No final, tudo deu certo, mas foi por pouco. Imagina trocar as respostas no gabarito?
  • Certo. Tudo lindo. Mas e o que deu errado?
Bem, já contei uma coisa: não controlei bem o tempo de prova. 
Também comprei o volume II do prof. Jonofon Séracles (Raciocínio Lógico) e não usei nada. 
Gastei tempo de estudo resolvendo questões esquisitas do teste. Sabe uma de quantas vezes o ponteiro dos minutos fica sobre o das horas ao longo de 1 dia (fev/2013)? E outra de quantas pesagens são necessárias para saber qual a pilha com menor peso? Foram horas de pesquisa e tentativas. E só depois percebi que aquela era só 1 questão da prova, e nem estava diretamente relacionada a algum conteúdo que eu pudesse estudar. Era uma questão que eu chamo de "aleatória": é o elemento-surpresa. Então, deixei para lá. Se na hora eu tivesse algum insight para resolver, ótimo. Senão, teria as outras para compensar. 
Não estudei nada de Estatística. Na semana que antecedeu o teste é que percebi que "passado batida" neste tópico. Até tentei aprender, mas não conseguia absorver mais nada de novo. Na prova havia uma questão fácil sobre isto, que eu nao resolvi simplesmente porque não lembrava como se calculava o desvio-padrão. 
O mesmo vale para Logaritmos: dei uma olhada muito rápida no conteúdo (achei que não iria cair) e perdi longos minutos para resolver outra questão simples da prova. E acabei errando.

domingo, 30 de março de 2014

ANPAD - Lições aprendidas (parte II)


Mão na massa!

Depois de descobrir o que era o ANPAD, prazos, disciplinas..(aquilo que descrevi na parte I da série), era a hora de colocar a mão na massa: estudar!

Neste ponto o fato de ser "concurseira" há algum tempo ajudou. E mesmo que você não seja adepto dos concursos públicos, pelo menos em um vestibular (ou ENEM, ou PSS, etc) você se deu bem! O teste ANPAD é só mais uma prova.

E acho que esta foi a primeira lição aprendida: o teste ANPAD é só mais uma prova. Fiquei meio assustada quando uma amiga me contou que havia tentado o teste 2 vezes, sem conseguir a nota que queria. Também não me animou muito saber que um professor que havia conseguido alta pontuação estudava umas 12h por dia.

Aí comecei a repetir, quase como um mantra: "é só uma prova". E fui descobrindo detalhes sobre o teste: o conteúdo de Raciocínio Quantitativo é Matemática do Ensino Médio. A prova de Português tem pouca gramática e análise sintática. Saber que (p->q) só é falso se E SOMENTE SE p for verdadeiro E q for falso já resolve umas questõezinhas de Raciocínio Lógico.

Há muitos cursinhos preparatórios, há pessoas que se dedicam por muito tempo e não conseguem o resultado que desejam, o conteúdo é extenso, o tempo é muito curto, podem ser necessárias várias tentativas...mas não deixa de ser uma prova. Não é o fim do mundo.

E ainda tem uma coisa boa: seu único concorrente é você mesmo. Não há vagas, não há cadastro de reserva. É uma coisa entre você e o teste. Só.

Então, por onde começar (comecei)?

  • O que cai na prova X o que você sabe
Os assuntos detalhados das disciplinas cobradas no teste ANPAD estão disponíveis no site da associação. Eu imprimi o conteúdo de cada uma e grifei aqueles que eu não dominava, ou não tinha ideia (quase todos nas provas de Raciocínio Lógico e Quantitativo. Logaritmos?? Jamais havia conseguido compreender!). 
Comece por aí. E veja onde você deve se concentrar.
Para testar "na vera", baixe algumas edições recentes do teste (é só procurar no Google, tem dúzias) e tente resolvê-las. Sem se preocupar com o tempo (ainda), apenas para se familiarizar com o estilo das questões e realmente perceber onde estão seus pontos fortes e fracos.
Por que achei isto importante? Para evitar a tentação de estudar muito aquilo que eu já sabia ou que tinha facilidade. Eu quase nunca tive problemas com Português e Inglês, então, a minha tendência seria começar por elas. Mas ao ver quão pouco tinha acertado na prova de Raciocínio Quantitativo, não podia me dar ao luxo de deixar esta disciplina para depois.
  • Qual o tempo disponível?
Infelizmente, o tempo quase nunca é nosso aliado. Temos sempre tantas coisas para fazer que as poucas horas (ou minutos) que sobram para estudar parecem insignificantes para o volume de conteúdo.
A notícia boa é que você não precisa ter 14 horas livres por dia para estudar. Aqui vale a lição básica de Bauhaus: menos é mais.
Se você só tem 2 horas para estudar, utilize muito bem estas 2 horas. Se tem 3h, não desperdice. Se tem 40 minutos, otimize.
Eu trabalho o dia inteiro. Por experiências anteriores, sei que não consigo estudar mais que 3 horas por dia durante a semana. Posso até continuar lendo, mas é só auto-enganação: não absorvo mais nada. Mesmo nos finais de semana, mais que 6h por dia é impraticável para mim. 
Descubra seu limite. E não desanime ao ver alguém que passa 14 ou 15h estudando, em dedicação exclusiva. Esta é só uma maneira de chegar lá. Mas não é a única.
O importante é manter uma rotina. Não é saudável estudar um dia inteiro e depois passar 4 ou 5 dias longe dos livros. Nossa vida é baseada em hábitos. Crie o hábito de estudar. Sejam 2h ou 30 minutos, o legal é estudar sempre (mas não o tempo todo). 
  • Por onde estudar?
Infelizmente, não posso dar muitas referências de material para Português e Inglês, porque estas eu apenas resolvi provas anteriores. Só usei o livro "Inglês - 1000 questões com gabarito comentado", que tinha comprado para o concurso do Banco Central. Para a prova de Português, preocupe-se com interpretação: boa parte das questões apresenta versões diferentes de um trecho do texto e pede que o candidato escolha aquela que tem o mesmo sentido, ou sentido oposto/alterado em relação ao original. 
Raciocínio Analítico era um mistério para mim porque nunca havia estudado esta disciplina, nem resolvido qualquer prova (existe essa disciplina em outro lugar além do ANPAD?). Então, usei o Caderno de Provas Resolvidas vendido pelo site ANPAD (2008 a 2010, salvo engano - não estou com ele aqui). Custa R$ 140,00 + frete e me ajudou bastante. Pouco antes da prova achei um bom material sobre o assunto (link atualizado), que faz a análise da prova e das "cascas de banana". Recomendo. 
Para Raciocínio Quantitativo eu usei livros de Matemática do Ensino Médio (Dante) para relembrar a teoria e pratiquei resolvendo provas anteriores, além do material do Prof. Milton, disponível aqui (é preciso se associar ao grupo para ter acesso).
Lembrando: fui aluna mediana de Matemática. Se você consegue analisar a maior parte de uma edição da prova (eu diria entre 10-12 questões) e identificar a que assunto elas pertencem ("Ah, esta questão é de matrizes", "Esta resolve por regra de três composta", "Esta é função do 1º grau"), eu diria que basta relembrar. Senão, recomendaria procurar um cursinho (online ou presencial), professor particular ou algum amigo que seja "desenrolado", para ajudar nos primeiros passos. 
Raciocínio Lógico foi a que me deu mais trabalho. Comecei estudando pelo livro "Raciocínio Lógico - Volume I" de Jonofon Sérates (recomendação de algum blog que cujo link também perdi =/ ). Este livro só está disponível em sebos (tem online também) e custa em torno de R$ 45,00. Os capítulos de 1 a 10 cobrem mais de 80% do conteúdo da prova. Como o livro tem muitos exercícios, e boa parte é resolvida, é ótimo para fixação da teoria. Depois, usei o material do Prof. Milton (Instituto Integral) e provas anteriores.
Percebe uma constante? Provas anteriores. Não tem outro jeito. É indispensável resolver provas e mais provas. Cuidado com um problema: senti que as provas mais antigas (2009 e anteriores), especialmente na disciplina de Raciocínio Lógico, são mais simples do que as que temos hoje. Resolva todas as que puder, mas avalie seu desempenho pelas edições mais recentes. Achei um bom conjunto de testes no Espaço Paideia.
  
E o que é um bom desempenho? Por quanto tempo preciso me preparar? Como controlar o tempo na prova?

ANPAD - Lições aprendidas (parte I)

Seguindo o princípio básico da redação de notícias, planejamento estratégico, etc, o registro das lições começa com as respostas básicas: o que é o teste ANPAD, para quê serve, porque fazê-lo, quando fazê-lo, onde e qual deve ser sua nota.

  • O que é o teste ANPAD?
O teste ANPAD é uma prova realizada pela ANPAD (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração). Ele abrange cinco disciplinas: Português, Inglês, Raciocínio Quantitativo, Raciocínio Lógico e Raciocínio Analítico. São 17 questões de cada disciplina, num total de 85 questões.
  • Para quê serve o ANPAD?
A nota obtida no teste ANPAD é utilizada nos processos de seleção de pós-graduação (mestrado e doutorado) na área de Administração. Atualmente, mais de 100 instituições exigem dos candidatos esta nota (entre elas, USP, FGV, ESPM, PUC-Rio, UFRGS. Confira lista atualizada). Normalmente, ela corresponde à primeira fase da seleção.
  • Quanto devo tirar no ANPAD? Qual deve ser minha nota para passar?
No ANPAD em si não existe "passar". Você não vai ser "eliminado" por uma nota baixa, nem nada assim. Você vai receber uma nota, independente de qual seja.
A nota que você precisa tirar é definida pelo processo seletivo ao qual você deseja concorrer. Há programas que exigem nota mínima de 300 pontos para a mera inscrição. Com menos do que isto, sua inscrição nem é aceita. Para saber as regras do programa que deseja, consulte o edital de seleções anteriores, que normalmente está disponível da página da instituição. Aproveite o embalo e analise as notas dos candidatos aprovados na última seleção.
Você não sabe ainda qual programa quer? Bom, este era mais ou menos o meu caso: eu tinha uma instituição em mente, mas quando fiz o teste ainda estava explorando outras possibilidades. Então, segui um parâmetro simples, baseado na experiência de duas pessoas que haviam feito a prova antes (lições aprendidas!): 400 pontos ou mais. Para a maior parte dos programas, esta é uma nota suficiente para lhe deixar numa posição confortável.
E quanto isto significa em número de acertos? Bom, infelizmente só disponho do meu próprio resultado como dado concreto - na edição de fevereiro de 2014,  foi o seguinte:
  • Raciocínio Lógico - 14 acertos 
  • Raciocínio Quantitativo - 14 acertos
  • Raciocínio Analítico - 14 acertos
  • Português - 14 acertos
  • Inglês - 17 acertos
Total: 73 acertos - Resultado: 600,00 (método antigo) / 528,86 (método novo)
De acordo com o prof. Milton Araújo, para ter uma ideia da nota pelo método antigo basta multiplicar o número total de acertos por 8 e por 9. Os resultados geram o intervalo mais provável para sua nota. Com base no meu próprio resultado, a nota pelo método novo fica um pouco abaixo disto. 
Método novo? Método antigo? É: a metodologia de cálculo da nota mudou. Por enquanto, as instituições definem que metodologia vão utilizar (tem que constar no edital da seleção), e você recebe sua nota calculada das duas formas. A partir de fev/2015, fica apenas o método novo. Mais sobre assunto
  • Quando devo fazer o ANPAD?
Quando você se sentir preparado(a). Digo isto porque fazer uma edição da prova custa R$250,00 (mais informações abaixo) e eu acredito que não dá para desperdiçar dinheiro. Não recomendo fazer o teste "para treinar". Existem dúzias de provas anteriores disponíveis na internet. Elas devem ser o seu treino. Faça a prova quando sentir que tem condições de obter a nota que precisa. 
Para facilitar, organize-se para participar da edição de fevereiro. Conforme ouvi de pessoas que fizeram a prova antes (e professores até), é a edição menos concorrida: a média de acertos dos candidatos é menor do que nas edições de junho e setembro, ou seja, teoricamente é possível obter nota mais alta com um número relativamente mais baixo de acertos. Além disto, caso você não consiga o resultado desejado, ainda terá as outras edições para tentar de novo, antes que a maioria dos processos seletivos comece.
  • Quanto custa o teste ANPAD? 
Inscrever-se para uma edição do teste custa R$250,00. Não há devolução do valor. No entanto, caso você se enquadre nos requisitos sócio-econômicos de baixa renda, pode requerer isenção da taxa. Neste caso, fique atento aos prazos: o pedido de isenção normalmente é enviado (e aprovado) antes que as inscrições sejam abertas.
  • Onde fazer o teste ANPAD?
Os locais de aplicação estão espalhados pelo país, mas em sete estados não há qualquer local disponível (é preciso se deslocar para outro estado). São eles: Acre, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Rondônia, Roraima e Tocantins.
Para mais informações, visite a página da ANPAD. 

No próximo post vou falar do roteiro de estudos, organização de cronograma, bibliografia que usei, etc.

Série completa:

ANPAD - Lições aprendidas (introdução)
ANPAD - Lições aprendidas (parte I)
ANPAD - Lições aprendidas (parte II)
ANPAD - Lições aprendidas (parte III)
ANPAD - Lições aprendidas (conclusão)

ANPAD - Lições aprendidas (introdução)

Um dos conceitos mais importantes em Gerência de Projetos, na metodologia do PMI (PMBoK), é o de lições aprendidas. Em linhas simples, lição aprendida é o registro daquilo que deu certo e do que não deu certo no projeto.

Todo projeto novo pode (e deve) utilizar o registro de lições aprendidas de projetos anteriores, e é obrigação do gerente de projetos deixar lições do seu projeto atual para a posteridade. Este registro está na área de conhecimento "Integração", e é realizado na fase de Encerramento do projeto (para ser rigorosa,  "está contido no grupo de processos de Encerramento")

Na área da ciência, temos aquela famosa frase de Isaac Newton: "Se vi mais longe foi por estar sobre os ombros de gigantes", que demonstra todo o reconhecimento aos cientistas que vieram antes dele.

Sou especialista em Gerência de Projetos, e estou fazendo um curso preparatório para a certificação PMP. E durante as aulas deste curso me ocorreu que eu não havia feito um registro detalhado das lições aprendidas com o teste ANPAD. Só um post com dicas bem gerais.

Ora, sei bem de todo o esforço que fiz entre os meses de setembro/2013 e fevereiro/2014, me preparando para o teste. Eu me apoiei nos ombros de gigantes: sites de professores, livros, depoimentos de quem já passou pelo ANPAD. Só assim foi possível chegar à nota acima de 500 pontos. Então, hora de dar minha pequena contribuição para quem vai seguir pelo mesmo caminho.

Longe (muito, muito longe) de esgotar o tema, gostaria de expor o que deu certo e o que não deu certo na minha preparação. Afinal, conhecimento não deve ser escondido. Deve ser compartilhado. E multiplicado.

Série completa:

ANPAD - Lições aprendidas (introdução)
ANPAD - Lições aprendidas (parte I)
ANPAD - Lições aprendidas (parte II)
ANPAD - Lições aprendidas (parte III)
ANPAD - Lições aprendidas (conclusão)

terça-feira, 11 de março de 2014

Inspiração do dia

[O saber] justifica-se somente quando é colocado a serviço do homem, e nunca contra ele; do homem todo e de todos os homens, sem nenhum tipo de discriminação. (...) O saber tem como objetivo o bem. 
Lino Rampazzo, em "Metodologia Científica" 

Projeto de pesquisa - a fase nebulosa

O subprojeto "Pagar mestrado" continua indo muito bem, obrigada.
Ainda não é o momento de focar em "Fazer mestrado".
O momento agora é todo de "Entrar no mestrado". A tarefa "ANPAD" está concluída, como falei no post anterior.

Agora vem a parte nebulosa: o projeto de pesquisa. Este é um processo delicado: significa encontrar aquele nicho que você adora, que seu "possível" orientador adora (ou pelo menos aceitaria orientar) e que o "mercado da ciência" está adorando (pesquisar algo já saturado torna a publicação mais difícil do que já é).


Pois bem...cá estou eu, estudando Metodologia Científica, com uma pilha de revistas Você S.A, Radis, livros sobre Gestão de Processos, romance sobre Gerência de Projetos...explorando diferentes áreas e possibilidades, procurando aquelas áreas que amo e que poderiam dar um bom mestrado em Administração (linha de TI).
No lado do orientador, já soube que aquele que almejo é bem aberto e liberal. Por um lado isto me dá liberdade e autonomia (que é uma coisa que adoro). Mas, como diria o tio Ben, "grandes poderes trazem grandes responsabilidades".
E para me dar uma ideia dos "temas quentes", haja pesquisa de periódicos e artigos.

Quero definições até final de abril. Até lá, muita leitura, pesquisa e trabalho.

domingo, 9 de março de 2014

"Obter nota alta no ANPAD" - ok

Fiquei ausente do blog, da família, dos shows gratuitos em Maceió e da cozinha. Mas valeu a pena: consegui pontuação acima de 500,00 pontos na edição de fevereiro do ANPAD, então, não devo repetí-lo nos próximos 2 anos. Viva! =)


Para quem não sabe o que é ANPAD, explico rapidamente: ele é como o ENEM. Por si só a nota não significa nada. Mas ela é um dos critérios na seleção da maioria dos programas de mestrado e doutorado em Administração (normalmente, a primeira etapa da seleção).

O exame acontece em 3 edições a cada ano: fevereiro, junho e setembro. Abrange cinco disciplinas: Português, Inglês, Raciocínio Lógico, Raciocínio Quantitativo e Raciocínio Analítico. Você pode fazer o teste quantas vezes quiser (pagando a taxa de inscrição a cada vez, óbvio).

Eu já estudo para concursos há algum tempo, embora tenha me afastado um pouco (no ano passado só fiz o do Banco Central). Então, sempre acontece alguma transferência de conhecimento. Só que o ANPAD é diferente.

Explico: na prova de Português, em vez de responder perguntas de análise sintática e morfológica ou ortografia, o que temos são questões mais voltadas à interpretação. O examinador coloca um trecho do texto, e questiona qual alternativa tem o mesmo significado do trecho mencionado. Ou o contrário: qual frase tem sentido oposto, ou alterado em relação ao original.

Raciocínio Quantitativo é basicamente Matemática do Ensino Médio com um pouco de Estatística. Se você foi um bom aluno, bastará relembrar as fórmulas e conceitos, resolvendo questões. Se você não foi, vale a pena se dedicar e aprender o conteúdo. É, eu sei que é extenso, mas não se preocupe em se tornar expert em todos. Nesta edição que fiz, apenas dominando equações do 1º e 2º graus, trigonometria, geometria plana, probabilidade e matrizes, já dava para garantir um bom número de acertos.

Para mim, Raciocínio Lógico foi o que mais exigiu. Eu tinha estudado um pouco (pouquinho, um cheiro só) de Lógica na faculdade, então conhecia pelo menos os operadores básicos ("e","ou","ou exclusivo"...). Mas resolvendo dúzias de questões, estudando pelo livro do Jonofon Séracles e por um material do Instituto Integral (disponível aqui), consegui acertar 14 das 17 questões.

Nas provas anteriores de Inglês eu tinha notado uma certa preferência por textos científicos. Havia uma edição em que todos os textos eram  "Abstract" de artigos. Isto me preocupou, já que a linguagem utilizada aí tem vocabulário um pouco diferente do meu habitual. Mas, ao que parece, nesta edição voltaram os artigos de revistas. Então, a única dica é ler muito. Comprei o livro "Ingles - Questões Comentadas", e acho que ajudou.

Finalmente, Raciocínio Analítico. Para este, o caderno de provas resolvidas vendido pela ANPAD foi essencial, porque esta é uma prova que parece simples, mas engana. A questão pergunta qual a conclusão do texto, e nas alternativas há 2 premissas, 2 argumentos e a conclusão. Quem está acostumado apenas com provas de concursos públicos lê na alternativa uma réplica do que está no texto, acha que aquela é a alternativa correta, e erra. No caderno de provas há a justificativa das respostas, então dá para ter noção das "cascas de banana". Para este, a dica é simplesmente resolver muitas e muitas provas.

E onde conseguir provas? Bem, eu comprei o caderno da ANPAD e não me arrependi. Só que ele não tem edições recentes - a mais nova é de 2010. Então, é preciso buscar as edições mais novas na internet. Existem diversos links contendo os arquivos, não é difícil achar.

No mais, se dedicar um pouco a cada dia (ou muito, se você puder), e de preferência, fazer a edição de fevereiro, que historicamente é a menos concorrida.